domingo, 30 de agosto de 2009

Megadeth - The World Needs A Hero


O Megadeth conquistou enorme popularidade nos anos ´90, graças a álbuns bem equilibrados e uma formação duradoura.
De Rust In Peace (´90) até Cryptic Writings (´97), a banda teve a mesma "line up" contando com os membros fundadores Dave Mustaine (vocal/guitarra) e Dave Ellefson (baixo), mais o baterista Nick Menza e o guitarrista Marty Friedman.
Turnês ao redor do mundo, seja em grandes festivais, ou em companhia de outras bandas era uma realidade para o conjunto, que naquele ponto estava colhendo os frutos plantado na segunda metade da década de ´80, quando foi fundado.
Em ´99 o baterista Nick Menza é substituído pelo também ótimo Jimmy De Grasso para a gravação do novo álbum.
Nesse mesmo ano o Megadeth lançava o álbum Risk. Apesar da produção esmerilada de Dan Huff, que já havia trabalhado com a banda anteriormente, Risk é um apanhado de equívocos anormais cometidos por uma banda do porte do Megadeth. Músicas sem maiores inpirações, arranjos esdrúxulos e composições infelizes recheiam o disco.
Chegava o ano de 2000, e chegava também o término do contrato com a gravadora Capitol. Uma coletânea é sempre bem vinda nessa hora. Então um novo guitarrista é convocado para o lugar de Marty Frieman, o experiente Al Pitrelli (ex-Savatage). Nessa coletânea além de óbvios hits, estão duas músicas inéditas: Kill The King e Dread And The Fugitive Mind. Dave Mustaine dava um aviso ao mundo, que ele ainda era capaz de fazer músicas furiosas com a categoria de outrora.
Não perdendo tempo, o novo Megadeth lançava The World Needs A Hero em 2001.
O álbum era a prova definitiva de que o Megadeth ainda tinha muita lenha pra queimar. A abertura ficava a cargo de Disconnect. Uma música simples, ideal para uma introdução, mas que dava bem seu recado com bons riffs e solos. Segue-se a faixa título e a cativante Moto Psycho.
Em 1000 Times Goodbye percebe-se certa modernidade ao som do Megadeth, mas sem cair em esquisitices ou experimtações exageradas. Promises chega com um arranjo de cordas pouco usual na carreira do Megadeth, dando um brilho e acabamento muito sofisticados. O disco segue com pauladas como Recipe For Hate...Warhorse e a clara indicação aos velhos tempos em Return To Hangar. O álbum fecha com a épica When.
Essa formação (Mustaine,Ellefson,Pitrelli e De Grasso) só durou esse disco em estúdio.
No ano seguinte saiu um álbum ao vivo com essa formação e logo em seguida devido a problemas de saúde, Dave Mustaine anunciava sua retirada dos palcos.
Sabemos que seu afastamento durou até 2004.
O Megadeth continua firme na ativa, sempre lançando trabalhos relevantes e importantes para o metal. Quase sempre com uma formação diferente, ouso afirmar que a banda é um projeto de Dave Mustaine, que ele mantém a sua forma e vontade, dando o direcioanamento musical.
Vale a pena ouvir de novo The World Needs A Hero, pois o Megadeth desde sua volta aos palcos, toca absolutamente nada desse material nos shows.
Confira o vídeo de divulgação de Moto Psycho:

domingo, 16 de agosto de 2009

Slash´s Snaketpit - Ain´t Life Grand


Na biografia lançada em 2007 com o título “Slash”, o guitarrista conta como foi difícil aceitar que não estava mais na banda que ele ajudou a formar e torná-la uma das mais importantes do mundo.

Os principais motivos alegados foram principalmente a questões de direcionamento profissional ditado pelo vocalista W. Axl Rose, que dentre outras coisas tinha conseguido o direito do nome do grupo para si, com a assinatura e concordância de todos os outros membros. Mas isso é uma outra história, que não cabe ser comentada ou discutida aqui.

Quando Slash lançou o álbum “Ain´t Life Grand” no final de 2000 com sua banda “Slash´s Snakepit”, ele já não pertencia mais ao Guns N´Roses, (quando o "debut" do grupo foi lançado em ´95, ele oficialmente era membro do grupo ainda) e não contava mais com o apoio da gravadora Geffen Records.

Segundo Slash, esse lançamento do disco de estréia foi mais um motivo que enfureceu Axl, que alegava que algumas daquelas canções deveriam ser trabalhadas para o “novo” álbum do Guns N´Roses.

Depois de estar fora do grupo, Slash contribui com vários artistas, mas não em um trabalho seu mesmo.

Esses anos foram difíceis para o guitarrista, mas isso não o impediu de lançar um trabalho de grande qualidade, superior ao disco de estréia.

Com o comando da situação, Slash pela primeira vez na carreira, podia sozinho dar as cartas de como o disco e a banda deveriam ser.

Eis que então “Ain´t Life Grand” chega as lojas.

Acompanhado de músicos desconhecidos pelo grande público, Slash finalmente lançava um disco longe dos fantasmas e pressões de Axl Rose e a banda que agora não lhe pertencia mais.

As canções são bem focadas no “hard rock” com influências de blues. Rocks vigorosos como “Been There Lately”, “Mean Bone” e “Life´s Sweet Drug”, sons mais “funky” como “Just Like Anything” e “Shine” e momentos tocantes, como a balada “Back To The Moment” (sempre imaginei Axl cantando essa...) e o blues que da nome ao disco também é um dos pontos que merece destaque.

Mais tarde Slash anunciava o fim do “Slash´s Snakepit”. Montou o super grupo Velvet Revolver (com outros ex-membros do Guns N´Roses), que percorreu o mundo em turnês, fazendo com que o nome do guitarrista voltasse a ficar em evidência.

No momento as atividades com o Velvet Revolver estão paradas, mas Slash anunciou que em breve seu primeiro disco solo irá sair , com a participação de vários vocalistas diferentes.

Enquanto isso, vale a pena ouvir de novo “Ain´t Life Grand”, da banda Slash´s Snakepit.

Formação:
Slash: guitarra
Rod Jackson: vocais
Johny Griparic: baixo
Matt Laug: bateria
Ryan Roxie: guitarra base

Ouça algumas músicas desse trabalho:

http://www.youtube.com/watch?v=ZcI_2MQfG1I

http://www.youtube.com/watch?v=avLRqD478xo

domingo, 9 de agosto de 2009

Fight - War Of Words


Fundada em 92’, o primeiro trabalho do vocalista Rob Halford após sua saída do Judas Priest e da bem sucedida turnê de "Painkiller” se chamava Fight.

Completando o time estavam o batera do Judas, Scott Travis, junto a Russ Parrish e Brian Tilse nas guitarras e o baixista Jay Jay.

Halford conseguiu fazer um álbum relevante sem parecer uma cópia de seus outros sucessos.

Aliada ao "know how"de anos com o Judas Priest, com uma garra de nova banda, o Fight lançou o álbum “War Of Words”, em ‘93.

Com elementos do metal tradicional e com as estruturas menos clássicas, porém mais agressivas, reforçadas, “War of Words” é retrato do que o bom heavy metal pode ser quando os músicos não se prendem a clichês e se livram de fazer uma música datada e previsível.

O disco abre com a destruidora “Into The Pit”, com os vocais característicos de Halford a todo vapor. Segue com a ótima “Niailed To The Gun”, "Life In Black", a faixa título “War Of Words” entre outras. O ponto culminante é a sensacional “Little Crazy”.
É muito raro um álbum com essa proposta se segurar tão bem do começo ao fim, e “War Of Words” consegue isso com certa facilidade, coisa de quem entende do assunto.

Infelizmente o Fight não durou muito. Rob Halford deu declarações controversas, montou um outro projeto um tanto quanto diferente de suas raízes, o 2WO, que acabou levando o nome do vocalista ao descrédito e perda do respeito perante seu público fiel.

Esse disco é muito recomendado aos fãs de heavy metal, pois ali está um trabalho que merecia muito mais destaque que obteve. Vale a pena ouvir de novo!
Veja alguns vídeos:

domingo, 2 de agosto de 2009

Skid Row - Subhuman Race


O Skid Row desfrutava de uma enorme popularidade no início da década de ´90. Seus dois discos de estúdio anteriores foram de enorme sucesso comercial, que proporcionou ao grupo turnês gigantescas ao redor do mundo.

Em 1995, após um período de descanso, o Skid Row lançava seu terceiro álbum. Com a produção do renomado Bob Rock (The Cult,Bon Jovi, Metallica, Motley Crue), a banda lançava “Subhuman Race”.

A evolução do conjunto era fácil de se perceber em todo trabalho, logo na primeira audição.

Subhuman Race conseguia aliar a sujeira das guitarras, o peso da bateria com um resultado surpreendentemente limpo e de bom gosto, nunca visto na banda anteriormente.

Abrindo com “My Enemy”, passando “Firesign”, a punk rock “Bonehead”, a maravilhosa “Beat Yourself Blind” (que Baz dizia ser a sua favorita no álbum todo), a faixa título “Subhuman Race”, a densa “Frozen”, a mais radiofônica “Into Another”, sem faltar a balada que costumou fazer a fama da banda perante ao público menos acostumado ao heavy metal, a bela “Breakin´Down”.

Com um menu desses, qual o motivo desse cd ter sido quase que completamente ignorado?

Eram outros tempos. Aquele início de década que o Skid Row dividia a atenção do mundo do rock pesado com Metallica e Guns N´Roses havia ficado para trás. Pelo resto da década o estilo que o Skid Row fazia, era algo passado e ridicularizado pela nova geração de jovens consumidores de música via MTV.

A mídia especializada nunca foi muito favorável a banda, e aquela queda de popularidade foi um prato cheio para os detratores.

Vivendo essa nova realidade, e tendo que encarar pela primeira vez um trabalho não tão bem sucedido, os problemas internos de relacionamento começaram a aparecer. O vocalista Sebastian deixou o grupo após a turnê de divulgação do álbum. Ele se ajustou bem trabalhando solo chegando a trabalhar como ator em séries de tv, e até peças na Broadway.

O baterista Rob Affuso também deixou o barco. Os que ficaram (Dave Sabo , Scott Hill e Rachel Bolan), recrutaram novos membros e lançam álbuns até hoje, mas bem menos inspirados e sem personalidade que outrora a banda teve.

Lamentável que muito dos fãs do Skid Row não conheçam e dê o valor devido a “Subhuman Race”.

Posso garantir que vale a pena ouvir de novo esse cd!!
Alguns vídeos desse álbum: