
O Megadeth conquistou enorme popularidade nos anos ´90, graças a álbuns bem equilibrados e uma formação duradoura.
De Rust In Peace (´90) até Cryptic Writings (´97), a banda teve a mesma "line up" contando com os membros fundadores Dave Mustaine (vocal/guitarra) e Dave Ellefson (baixo), mais o baterista Nick Menza e o guitarrista Marty Friedman.
Turnês ao redor do mundo, seja em grandes festivais, ou em companhia de outras bandas era uma realidade para o conjunto, que naquele ponto estava colhendo os frutos plantado na segunda metade da década de ´80, quando foi fundado.
Em ´99 o baterista Nick Menza é substituído pelo também ótimo Jimmy De Grasso para a gravação do novo álbum.
Nesse mesmo ano o Megadeth lançava o álbum Risk. Apesar da produção esmerilada de Dan Huff, que já havia trabalhado com a banda anteriormente, Risk é um apanhado de equívocos anormais cometidos por uma banda do porte do Megadeth. Músicas sem maiores inpirações, arranjos esdrúxulos e composições infelizes recheiam o disco.
Chegava o ano de 2000, e chegava também o término do contrato com a gravadora Capitol. Uma coletânea é sempre bem vinda nessa hora. Então um novo guitarrista é convocado para o lugar de Marty Frieman, o experiente Al Pitrelli (ex-Savatage). Nessa coletânea além de óbvios hits, estão duas músicas inéditas: Kill The King e Dread And The Fugitive Mind. Dave Mustaine dava um aviso ao mundo, que ele ainda era capaz de fazer músicas furiosas com a categoria de outrora.
Não perdendo tempo, o novo Megadeth lançava The World Needs A Hero em 2001.
O álbum era a prova definitiva de que o Megadeth ainda tinha muita lenha pra queimar. A abertura ficava a cargo de Disconnect. Uma música simples, ideal para uma introdução, mas que dava bem seu recado com bons riffs e solos. Segue-se a faixa título e a cativante Moto Psycho.
Em 1000 Times Goodbye percebe-se certa modernidade ao som do Megadeth, mas sem cair em esquisitices ou experimtações exageradas. Promises chega com um arranjo de cordas pouco usual na carreira do Megadeth, dando um brilho e acabamento muito sofisticados. O disco segue com pauladas como Recipe For Hate...Warhorse e a clara indicação aos velhos tempos em Return To Hangar. O álbum fecha com a épica When.
Essa formação (Mustaine,Ellefson,Pitrelli e De Grasso) só durou esse disco em estúdio.
No ano seguinte saiu um álbum ao vivo com essa formação e logo em seguida devido a problemas de saúde, Dave Mustaine anunciava sua retirada dos palcos.
Sabemos que seu afastamento durou até 2004.
O Megadeth continua firme na ativa, sempre lançando trabalhos relevantes e importantes para o metal. Quase sempre com uma formação diferente, ouso afirmar que a banda é um projeto de Dave Mustaine, que ele mantém a sua forma e vontade, dando o direcioanamento musical.
Vale a pena ouvir de novo The World Needs A Hero, pois o Megadeth desde sua volta aos palcos, toca absolutamente nada desse material nos shows.
Confira o vídeo de divulgação de Moto Psycho:



