domingo, 27 de dezembro de 2009

The Darkness - Permission To Land


Confesso que senti certo repúdio ao fazer a primeira audição de Permission To Land, do The Darkness.
Os vocais exagerados e a afetação davam um tom de brincadeira, que a coisa ali não era para ser levada a sério.
Mas livre de idéias pré-concebidas, pude perceber que aquele álbum tinha muitos momentos de puro brilhantismo.
O lançamento de Permission To Land se deu em 2004. Era o disco de estréia do The Darkness.
Os irmãos Justin Hawkins (vocal/guitarra) e Dan Hawkins (guitarra) nasceram em Suffolk, na Inglaterra. Eram eles o coração do grupo. Compunham a banda ainda Ed Graham (bateria) e Frankie Poullain (baixo).
Riffs e solos com uma forte pegada hard rock (coisa raríssima nessa década) compõem o disco em sua totalidade. Mas a característica mais marcante sem dúvida são os vocais de Justin Hawkins. Sempre altos e em falsete eram impresionantes. Engana-se quem imagina que a performance caia nas apresentações ao vivo. O resultado era o mesmo. Não é a toa que nessa época o The Darkness chegou a abrir shows para os Rolling Stones e Aerosmith.
As duas primeiras faixas de Permission To Land são pedradas certeiras nos ouvidos. Black Shuck e Get Your Hands Off My Woman são um uma demonstração clássica de rock pesado com aquele apelo pop que infelizmente ficou no passado.
Segue algo mais melódico com Growing On Me. A ótima I Believe In A Thing Called Love chega a perfeição ao conseguir colocar todos os elementos de uma boa música de rock, com instrumental acima da média, vocais incomuns e assim mesmo ser radiofônica, em tempos que o rock perdeu espaço para o rap e R&B romântico (???) nas fm´s.
Love Is Only A Feeling o The Darkness chega a inevitável balada. mas sem descaracterizar a essência da banda.
Em Givin´Up, o hard rock com toques de safadeza e escracho volta a dar as caras. Sinto falta disso nos tempos atuais.
Stuck In A Rut mantém o pique de Pemission To Land. assim como as faixas que vão dando fim ao álbum (Friday Night, Love On The Rocks With No Ice e Holding My Own).
Permission To Land tem muitos méritos, que o fazem ser um dos mais memoráveis registros dessa década. A coragem do grupo em fazer algo incomum, com vocais em falsete, letras recheadas de palavrões, mas que em nenhum momento sendo algo gratuíto, como nos costumamos (infelizmente ) a ver/ouvir nas rádios em músicas dos mais diversos estilos, e resgatar um pouco o que foi o glam rock dos anos ´70 e ´80.
O vocalista Justin Hawkins em 2006 se internou numa clínica de reabilitação. Antes em 2005, o grupo lançou One Way Ticket To Hell. Fraco e decepcionante, sabendo do potencial do The Darkness.
Vale a pena ouvir de novo Permission To Land, e apreciar sua forma única de rock nessa década.
Confira no youtube:

domingo, 6 de dezembro de 2009

Jet -Get Born


Outra excelente banda australiana surgida na primeira metade dessa nova década foi o Jet.
Formada pelos irmãos Nic e Chris Cester (voz/guitarra e bateria respectivamen te) , Cam Muncey (guitarra e vocais) e Mark Wilson (baixo), a banda apostava em um rock com total influência dos grandes nomes do estilo (The Rolling Stones e Beatles).
A estréia oficial ocorrreu em 2003 com Get Born, pela gravadora Elektra.
O álbum abre com um tema rápido e empolgante, Last Chance. O vocalista Nic Cester abre os pulmões como se não houvesse amanhã. Estilo esse que se manteve em todo o play.
O campo estava aberto para para Are You Gonna Be My Girl. Maior sucesso comercial da banda até os dias de hoje (chegou inclusive a ser trilha de um comercial para tv), essa música era o claro cartão de amostras e poder de fogo do Jet.
Rollover DJ mantém o pique. O rock de Get Born era simples, empolgante e até mesmo dançante. Poucos discos conseguem tais denominações com tanta maestria.
Depois de três músicas energéticas e de tirar o fôlego, vem a inevitável rock ballad. Look What You´ve Done não é somente uma música com forte apelo radiofônico, e sim uma música de beleza ímpar. Vocais calmos seguidos por um belo piano e uma bateria forte e marcante são os destaques da melodia.
Get What You Need tem uma levada com certo groove e ar sacana. Belo rock.
A banda dá outra desacelerada em Move On. Outra balada com toques de country music. Os vocais sempre bem colocados merecem destaques . Radio Song a banda segue calma, sem injetar as tradicionais doses de rock energético que o grupo vinha destilando.
A testosterona volta dar as caras em Get Me Outta Here. Rock and roll no melhor estilo. Rápido acompanhado por um piano esperto.
Cold Hard Bitch poderia ser uma música de seus conterrâneos australianos, o AC/DC. Riffs e levada maliciosas. Ótima!
Come Around Again, a décima música vem no rítmo de balada também. Bonita melodia, acrescentada pelo piano mais que especial de Billy Preston (Beatles e Stones). Aliás, Billy toca também em Rollover DJ.
O clima volta a esquentar em Take It Or Leave It. Assim como no início de Get Born, o rock rápido e empolgante volta a dar as caras.
Lazy Gun mostra um lado até então desconhecido do Jet. Ar descompromissado e com certo ar psicodélico. Grata surpresa!!
Timothy é melancólica e preguiçosa. Talvez o único deslize de Get Born.
O disco vai chegando ao fim com Sgt. Major. Um rock bacana que em certos momentos chega a lembrar melodicamente Go Let It Out do Oasis (excelente referência!!). Todos os elementos que caracterizavam Get Born com vocais bem colocados, bateria com forte pegada, bons riffs e piano estão presentes.
Vale a pena ouvir de novo Get Born do Jet sem dúvida, ainda mais depois que seu mais recente disco Shaka Rock é um amontoado de canções sem maiores inpirações. Indico também Shine On, de 2006, onde a banda ainda demonstava fôlego para bons rocks.
Veja no Youtube:

domingo, 22 de novembro de 2009

Wolfmother - Wolfmother

Uma das mais gratas revelações dessa década foi a banda australiana Wolfmother.

Um power trio que na época do lançamento desse disco era formado por Andrew Stockdale (voz/guitarra), Chriss Ross (baixo e teclados) e Myles Heskett (bateria).

O vocalista e guitarrista Andrew S. despejava riffs "Sabbathicos" e seu timbre de voz tinha uma certa semelhança com o de Ozzy Osbourne.

Mas o som de seu Wolfmother não era uma simples cópia da banda inglesa de Tonny Iommi. As influências no geral era o heavy rock dos anos ´70.

O álbum Wolfmother foi lançado em 2006, com a produção de D. Sardy (Jet ).

A primeira faixa do álbum é Dimension. Um ótimo cartão de visitas, com todos os ingredientes das influências setentistas do grupo contidas nela.

White Unicorn é mais cadenciada com alguns elementos de psicodelia.

A terceira faixa ( e melhor em minha opinião ) é Woman. Um heavy rock rápido e pesado, com direito a um teclado muito bem sacado e executado por Chris Ross. Essa música rendeu um Grammy ao grupo em 2007, como melhor performance de hard rock.

O clima volta ficar com um ar mais progressivo com Where Eagles Have Been. Climática e com um belo solo.

Em Apple Tree o punk rock dá a introdução ao som, mas em seguida uma levada mais rítmada dá uma cadencia a música.

O álbum segue com Joker And The Thief. Riffs e teclados conduzem a esperta música.

Na música Colossal o grupo mostra uma faceta ainda inédita no disco. Uma composição mais densa com um clima de suspense compõem o repertório dessa música. Assim como a seguinte Mind´s Eye.

Na nona faixa, Pyramid o conjunto surpreende o ouvinte com uma introdução diferente das demais, mas a música não chega a diferenciar da proposta do som do grupo .

Já em Witchcraft o ouvinte mais atento pode perceber um leve toque de Jethro Tull na composição total da música. Um pequeno solo de flauta dá um brilho a mais no som do Wolfmother.

O disco vai caminhando para o final com a arrastada Tales.

Ainda há tempo para a suingada Love Train. Na introdução aparece elementos de música latina. Um ótimo rock, que consegue mostrar o leque de criatividade da banda.

Chegamos ao final do álbum com Vagabond. Um som semi-acústico com cara de conto. Improvável e agradável.

Hoje não estão mais na banda Chis Ross e Myles H.

Agora em 2009 o Wolfmother lançou Cosmic Egg com Ian Perez (baixo, teclado e vocais de apoio) e Aidan Nemeth (bateria), substituindo os ex-membros.

Vale a pena ouvir de novo o trabalho de estréia desses australianos que nos mostraram que ainda é possívem fazer um ótimo som com influências de décadas passadas e ainda sim ser relevante para a música.

Assista esses vídeos:


http://www.youtube.com/watch?v=t9C8TIVUHec

http://www.youtube.com/watch?v=PoDHaYVv23K





domingo, 1 de novembro de 2009

Green Day - American Idiot

O Green Day apareceu para o grande público em ´94, com o lançamento do ótimo disco Dookie e apresentações em grandes espaços, como o Woodstok ll, naquele mesmo ano.

Com um punk rock despojado e muitas vezes beirando o engraçadinho, a banda muitas vezes não era levada a sério. O grupo ainda lançou bons discos nos anos seguintes, mas nada que chegasse perto do estrondoso sucesso de Dookie e grande representatividade no mercado.

Exatamente dez anos após do álbum que catapultou o Gren Day para o estrelato, saía o cd American Idiot.

Um projeto ambicioso, concebido como uma rock ópera, dividida em várias partes e com levadas rítmicas fortes e diversas. O tema principal era a apatia da sociedade americana perante a vários fatos de seu cotidiano e realidade, como por exemplo a invasão no Iraque, e a posição do governo Bush na condução da nação.

American Idiot prima pela riqueza de arranjos e melodias, e com o Green Day afíado como conjunto. Os componentes Billie Joe Armstrong (guitarras, violão, vocais), Mike Dirnt (baixo) e Tré Cool (bateria) sempre foram bons músicos, mas a aparente falta de pretensão e temas muitas vezes non sense não demonstravam claramente quão técnicos eram .

O álbum abre com o hit certeiro homônimo. Punk rock direto, curto e matador. Na segunda faixa, Jesus Of Suburbia, era a deixa clara que o Green Day não estava ali para brincadeira. Com seus 9:12 min. e dividida em cinco partes (Jesus Of Suburbia, City of the Damned/I Don't Care/Dearly Beloved/Tales of Another Broken Home) narra uma angustiante história que foi ilustrada com um belíssimo video clip.

Nas faixas seguintes (Holiday e Boulevard Of Broken Dreams) mais bons rocks com certa sofisticação.

O álbum corre com ótimos punk rocks (Are You Waiting e St. Jimmy). Give Me Novocaine dá uma quebrada no rítmo. She´s A Rebel , Extraordinary Girl e Letter Bomb empolgam o ouvinte no melhor estilo Green Day.

O clima volta a ficar sério com Wake Me Up When September Ends. Mais uma narrativa reflexiva sobre a juventude e seus dilemas. Com belos arranjos e melodia perfeitas, o Green Day mostrava mais uma vez classe acima da média quando resolvia mostrar uma faceta muitas vezes desconhecida pelo grande público.

A 12ª faixa é Homecoming (também dividida em pequenas partes - The Death Of St. Jimmy, East 12th St., Nobody Likes You, Rock and Roll Girlfriend e We´re Coming Home Again) é outra mini ópera rock muito produtiva e funcional.

O álbum fecha com a pop Whatsername. Estranhamente o disco tem seu epitáfio com uma música que foge a levada carismática, empolgante e grandiosa de American Idiot.

O álbum American Idiot do Green Day levou o Grammy de melhor álbum de rock .

Sem dúvida American Idiot foi um marco nessa década de ´00. Vale a pena ouvir de novo, e de novo, e de novo!!

Assista alguns vídeos retirados desse trabalho:

http://www.youtube.com/watch?v=e69cNb5z7FE

http://www.youtube.com/watch?v=WZ0CGHwoo6M

domingo, 11 de outubro de 2009

Audioslave - Out Of Exile

Uma das características que serão lembradas nos anos ´00, será a de formação de super grupos.

O primeiro deles foi o Audioslave, em 2002. Formado por ex-membros do Rage Against The Machine e o vocalista Chris Cornell (ex- Soudgarden), a banda lançava seu aguardado e ótimo disco de estréia no fim daquele ano mesmo.

Em 2005 saía o sucessor, chamado Out Of Exile.

Era de se pensar que seria difícil superar a qualidade apresentada no debut que levava o nome da banda.

Mas Out Of Exile conseguiu superar qualquer previsão com relação a isso.

A banda em si já era competente, e com a ajuda dos experientes e renomados produtores Rick Rubin (que já havia trabalhado com o grupo anteriormente) e Brendan O´Brien, o time dos sonhos estava montado.

A música de abertura já abre com um riff característico e marcante de Tom Morello. Your Time Has Come era o cartão de visita forte e atordoante. Chris Cornell (um doa melhores vocalistas de seu tempo, não tenho dúvidas em afirmar isso) em ótima forma garante o andamento da música.

A faixa título também não decepciona. Em seguida o primeiro single retirado do disco, Be Yourself. Belíssima, com passagens calmas e refrão poderoso que em muito lembrava a música Like A Stone, do disco anterior do conjunto.

A quarta música considero a melhor e mais completa música desse trabalho. Doesn´t Remind Me tinha todos os ingredientes de uma música perfeita que um grupo como o Audioslave poderia oferecer ao ouvinte. Todos os membros brilham nessa melodia . Riffs, solo e vocais alíados numa melodia que contagiava desde a introdução.

Drown Me Slowly é outro rock direto. Heaven´s Dead é a parte mais reflexiva do disco. The Worm e Man Or Animal segue a receita de riff e vocais poderosos .

A décima faixa, Yesterday To Tomorrow o mometo calmaria dá o tom. Já a seguinte é a cativante e empolgante Dandelion. Um rock que acerta o ouvinte em cheio. Seria um excelente single.

Out Of Exile vai chegando ao fim com a melancólica #1 Zero e com a faixa de encerramento The Curse (linda!) com o ar de verdadeiro adeus.

O Audioslave ainda lançou outro disco em 2006 antes de encerrar suas atividades no início de 2007.

Sem dúvida um trabalho que chegou muito perto da pefeição, e que vale a pena ouvir de novo.

Um detalhe que não pode passar em branco, está no encarte do cd, nos créditos e dados técnicos do trabalho. Lá tem uma nota dizendo "Todas as músicas feitas por guitarra, baixo, bateria e vocais".


Formação desse e de todos os trabalhos do Audioslave:

Chris Cornell (vocais);
Tom Morello (Guitarra);
Tim Commerford (Baixo);
Brad Wilk (Bateria).

Confira no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=zOMSB7s15C8

http://www.youtube.com/watch?v=JdCfcjmxouo

domingo, 27 de setembro de 2009

Velvet Revolver - Libertad



O Velvet Revolver já nascia grande em seu debut de 2004. Formado por ex-membros de grandes bandas dos anos 90, o disco de estréia Contraband, vendeu muito bem e encheu estádios com as performances do grupo ao redor do mundo.

Foram três anos de espera até o sucessor de Contraband chegar as mãos dos fãs.

Bem mais equilibardo e com cara de banda de verdade, Libertad mostrava o real poder e capacidade de grandes músicos juntos e focados.

Com uma pegada mais hard rock e arranjos elaborados com mais calma, deu a Libertad uma personalidade própria, e fazendo os mais saudosistas esquecerem as origens dos membros envolvidos na confecção do disco.

O álbum abre com a rápida e direta Let It Roll. Ideal para abertura não só do disco, mais também para o "open act" de shows. She Mine cativava pelo esperto refrão, Get Out The Door lembrava algo do disco anterior, mas com mais tempero.

She Buils A Quick Machine (estranhamente escolhida como primeiro single) dava o recado para os desconfiados que sim, o Velvet Revolver não ia ficar entrando no jogo como se já estivesse ganho, pois essa música é diferente de qualquer outra que o grupo já tenha feito.

A balada Last Fight também não caía no jogo fácil. O grupo se preocupava em não soar igual. Comovente sem ser piegas.

O álbum segue com ós ótimos rocks Pill, Demons & Etc, American Man, Mary Mary e Just Sixteen.

Um improvável cover de ELO (Eletric Light Orchestra), Can´t Get It You Of My Head agrada pela improbabilidade e sutileza executada pela banda na gravação dessa música.

O disco segue sem maiores surpresa até o final, primando pelos arranjos e escolha de repertório corretos, com bons rocks e atitude.

Após menos de um ano de lançamento de Libertad, o vocalista Scott Weiland deixava o grupo. Os membros remanescente ainda não encontaram um substituto para ele nos vocais.

O disco foi pouco promovido pelo grupo.

Vale a pena ouvir de novo Libertdad, e conhecer mais desse disco que sem dúvida está entre os melhores e menos badalados álbuns da década.

Confira no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=k7QnPuXhfUU

domingo, 13 de setembro de 2009

The White Stripes - Elephant


Lançado em 1º de Abril de 2003, o álbum Elephant colocou definitivamente o nome do White Stripes entre os grandes nomes do novo milénio.


Com uma formação nada usual, somente com dois membros (Jack White (vocal/guitarra) e Meg White bateria/vocal) em cima do palco, o White Stripes mostrava uma força e técnica que impressionou o mundo com Elephant.


O interesante, é que Elephant já é o quarto álbum da dupla. Nos anteriores, conseguiram certo reconhecimento e geraram curiosidade, mas com esse disco veio a consagração e respeito por parte da crítica, mídia e público.


Um som sujo de banda de garagem, com influências de blues pode ser a definição do som do White Stripes.


Elephat abre com Seven Nation Army, uma música com um riff atordoante e pegajoso, característica que acabou sendo a principal da banda. Jack White consegue aliar sua fúria como cantor e boa técnica como guitarrista num resultado único. Meg White toca numa simplicidade e aparente desleixo que acabam funcionando perfeitamente.


A quarta faixa é I Just Don´t Don´t Know What Do With Myself. É um cover de Burt Bacharah (!). Aliás, o vídeo promocional dessa música é estrelado pela modelo Kate Moss e dirigido por Sofia Coppola. Artisticamente é de uma beleza sem precedentes, levada em consideração o conceito tanto da música, quanto do vídeo em si.


Meg White assume os vocais de In The Cold, Cold Night com elegância inesperada.


O álbum segue com as ótimas I Want The Boy To Warm Your Mother´s Heart e You´ve Got Her In Your Pocket, que remetem a bons momentos de baladas dos Rolling Stones nos anos ´70.


Ball And Biscuit ilustra bem o espírito garageiro com pegada de blueseira do White Stripes. O álbum segue com The Hardest Button To Button, uma música que já nascia um hit.


De Hypnotise à Girl, You Have No Faith In Medicine reinam a anarquia sem cair no mal gosto e barulho que a primeira impressão poderiam sugerir.


Elephant fecha com a doce e folk It´s True That We Love One Another, uma música que a dupla tenta explicar qual é do relacionamento entre eles.


Comecei minha lista com esse disco que considero um dos melhores dessa década.


Veja alguns (ótimos) vídeos de Elephant, e até a próxima!










Fim de temporada


Está chegando mais um fim de década.


Vou colocar em destaque agora, alguns discos que fizeram esses último anos valerem a pena.


Vale a pena ouvir de novo!!

domingo, 6 de setembro de 2009

The Cult - Born In To This



Os ingleses do The Cult desde a segunda metade da década de ´90, se reúnem e se separam com certa frequência que é difícil sempre ser preciso com datas , períodos e formações.
O fato é que em 2007 a banda lançava o esperado álbum Born In To This.
Na formação desse trabalho estavam os membros fundadores e onipresentes Ian Astbury (Vocal), Billy Duffy (guitarra), Chris Wise (Baixo), John Tempesta (Bateria) e Mike Dimkitch (na guitarra em apresentações ao vivo).
A banda vinha se apresentando com essa formação desde 2006, mas na ocasião, ainda não apresentava as futuras novas músicas, o que gerava certa aflição nos fãs.
Até o momento nada de video clips promocionais, o que infelizmente em momento algum chegou a acontecer.
O The Cult parecia não estar preocupado em angariar novos fãs, pois entrevistas comerciais, ou alguma outra maneira de divulgar o novo disco nunca foi utilizado pelo conjunto.
Esses fatos somados chega-se ao resultado de quase nenhum conhecimento por parte do grande público a esse grande disco.
Será que os membros e proprietários do The Cult (Ian Astbury e Billy Duffy) não acreditavam no potencial do trabalho? Ou seria na verdade a total falta de crença no formato (disco físico)? Recentemente em uma declaração, Ian disse que não pretende mais lançar cd´s. Se isso é verdade, só o tempo dirá.
Mas e o disco é bom?
A resposta é sim!
Com uma sonoridade e "approach" totalmente diferentes do álbum anterior (Beyond Good And Evil - 2001), Born In To This remetia o ouvinte ao rock básico, e claro, as referências óbvias que o grupo sempre deixou claro (AC/DC, Rolling Stones e Led Zeppelin).
O disco abre com a faixa que dá nome ao disco. Uma levada de baixo empolgante dá a introdução, levada por riffs e vocais sempre precisos. As faixas seguintes como Citizens, Diamonds e Dirty Little Rockstar seguem sem maiores surpresas, rocks vigorosos e classudos. Assim segue-se até o final com a potente Sound Of Destruction.
Mas o que torna Born In To This tão importante que valha a pena ouvir de novo?
O simples fato de ser um autêntico disco de rock and roll feito por adultos que conhecem do assunto. Isso é muito raro nos tempos atuais. Talvez o Deep Purple seja ainda um outro grupo com esse potencial.
É lamentável o tempo de duração total do álbum (pouco mais de 40 min.), e a capa de gosto duvidoso.
Veja algumas performances do grupo em faixas desse álbum:

domingo, 30 de agosto de 2009

Megadeth - The World Needs A Hero


O Megadeth conquistou enorme popularidade nos anos ´90, graças a álbuns bem equilibrados e uma formação duradoura.
De Rust In Peace (´90) até Cryptic Writings (´97), a banda teve a mesma "line up" contando com os membros fundadores Dave Mustaine (vocal/guitarra) e Dave Ellefson (baixo), mais o baterista Nick Menza e o guitarrista Marty Friedman.
Turnês ao redor do mundo, seja em grandes festivais, ou em companhia de outras bandas era uma realidade para o conjunto, que naquele ponto estava colhendo os frutos plantado na segunda metade da década de ´80, quando foi fundado.
Em ´99 o baterista Nick Menza é substituído pelo também ótimo Jimmy De Grasso para a gravação do novo álbum.
Nesse mesmo ano o Megadeth lançava o álbum Risk. Apesar da produção esmerilada de Dan Huff, que já havia trabalhado com a banda anteriormente, Risk é um apanhado de equívocos anormais cometidos por uma banda do porte do Megadeth. Músicas sem maiores inpirações, arranjos esdrúxulos e composições infelizes recheiam o disco.
Chegava o ano de 2000, e chegava também o término do contrato com a gravadora Capitol. Uma coletânea é sempre bem vinda nessa hora. Então um novo guitarrista é convocado para o lugar de Marty Frieman, o experiente Al Pitrelli (ex-Savatage). Nessa coletânea além de óbvios hits, estão duas músicas inéditas: Kill The King e Dread And The Fugitive Mind. Dave Mustaine dava um aviso ao mundo, que ele ainda era capaz de fazer músicas furiosas com a categoria de outrora.
Não perdendo tempo, o novo Megadeth lançava The World Needs A Hero em 2001.
O álbum era a prova definitiva de que o Megadeth ainda tinha muita lenha pra queimar. A abertura ficava a cargo de Disconnect. Uma música simples, ideal para uma introdução, mas que dava bem seu recado com bons riffs e solos. Segue-se a faixa título e a cativante Moto Psycho.
Em 1000 Times Goodbye percebe-se certa modernidade ao som do Megadeth, mas sem cair em esquisitices ou experimtações exageradas. Promises chega com um arranjo de cordas pouco usual na carreira do Megadeth, dando um brilho e acabamento muito sofisticados. O disco segue com pauladas como Recipe For Hate...Warhorse e a clara indicação aos velhos tempos em Return To Hangar. O álbum fecha com a épica When.
Essa formação (Mustaine,Ellefson,Pitrelli e De Grasso) só durou esse disco em estúdio.
No ano seguinte saiu um álbum ao vivo com essa formação e logo em seguida devido a problemas de saúde, Dave Mustaine anunciava sua retirada dos palcos.
Sabemos que seu afastamento durou até 2004.
O Megadeth continua firme na ativa, sempre lançando trabalhos relevantes e importantes para o metal. Quase sempre com uma formação diferente, ouso afirmar que a banda é um projeto de Dave Mustaine, que ele mantém a sua forma e vontade, dando o direcioanamento musical.
Vale a pena ouvir de novo The World Needs A Hero, pois o Megadeth desde sua volta aos palcos, toca absolutamente nada desse material nos shows.
Confira o vídeo de divulgação de Moto Psycho:

domingo, 16 de agosto de 2009

Slash´s Snaketpit - Ain´t Life Grand


Na biografia lançada em 2007 com o título “Slash”, o guitarrista conta como foi difícil aceitar que não estava mais na banda que ele ajudou a formar e torná-la uma das mais importantes do mundo.

Os principais motivos alegados foram principalmente a questões de direcionamento profissional ditado pelo vocalista W. Axl Rose, que dentre outras coisas tinha conseguido o direito do nome do grupo para si, com a assinatura e concordância de todos os outros membros. Mas isso é uma outra história, que não cabe ser comentada ou discutida aqui.

Quando Slash lançou o álbum “Ain´t Life Grand” no final de 2000 com sua banda “Slash´s Snakepit”, ele já não pertencia mais ao Guns N´Roses, (quando o "debut" do grupo foi lançado em ´95, ele oficialmente era membro do grupo ainda) e não contava mais com o apoio da gravadora Geffen Records.

Segundo Slash, esse lançamento do disco de estréia foi mais um motivo que enfureceu Axl, que alegava que algumas daquelas canções deveriam ser trabalhadas para o “novo” álbum do Guns N´Roses.

Depois de estar fora do grupo, Slash contribui com vários artistas, mas não em um trabalho seu mesmo.

Esses anos foram difíceis para o guitarrista, mas isso não o impediu de lançar um trabalho de grande qualidade, superior ao disco de estréia.

Com o comando da situação, Slash pela primeira vez na carreira, podia sozinho dar as cartas de como o disco e a banda deveriam ser.

Eis que então “Ain´t Life Grand” chega as lojas.

Acompanhado de músicos desconhecidos pelo grande público, Slash finalmente lançava um disco longe dos fantasmas e pressões de Axl Rose e a banda que agora não lhe pertencia mais.

As canções são bem focadas no “hard rock” com influências de blues. Rocks vigorosos como “Been There Lately”, “Mean Bone” e “Life´s Sweet Drug”, sons mais “funky” como “Just Like Anything” e “Shine” e momentos tocantes, como a balada “Back To The Moment” (sempre imaginei Axl cantando essa...) e o blues que da nome ao disco também é um dos pontos que merece destaque.

Mais tarde Slash anunciava o fim do “Slash´s Snakepit”. Montou o super grupo Velvet Revolver (com outros ex-membros do Guns N´Roses), que percorreu o mundo em turnês, fazendo com que o nome do guitarrista voltasse a ficar em evidência.

No momento as atividades com o Velvet Revolver estão paradas, mas Slash anunciou que em breve seu primeiro disco solo irá sair , com a participação de vários vocalistas diferentes.

Enquanto isso, vale a pena ouvir de novo “Ain´t Life Grand”, da banda Slash´s Snakepit.

Formação:
Slash: guitarra
Rod Jackson: vocais
Johny Griparic: baixo
Matt Laug: bateria
Ryan Roxie: guitarra base

Ouça algumas músicas desse trabalho:

http://www.youtube.com/watch?v=ZcI_2MQfG1I

http://www.youtube.com/watch?v=avLRqD478xo

domingo, 9 de agosto de 2009

Fight - War Of Words


Fundada em 92’, o primeiro trabalho do vocalista Rob Halford após sua saída do Judas Priest e da bem sucedida turnê de "Painkiller” se chamava Fight.

Completando o time estavam o batera do Judas, Scott Travis, junto a Russ Parrish e Brian Tilse nas guitarras e o baixista Jay Jay.

Halford conseguiu fazer um álbum relevante sem parecer uma cópia de seus outros sucessos.

Aliada ao "know how"de anos com o Judas Priest, com uma garra de nova banda, o Fight lançou o álbum “War Of Words”, em ‘93.

Com elementos do metal tradicional e com as estruturas menos clássicas, porém mais agressivas, reforçadas, “War of Words” é retrato do que o bom heavy metal pode ser quando os músicos não se prendem a clichês e se livram de fazer uma música datada e previsível.

O disco abre com a destruidora “Into The Pit”, com os vocais característicos de Halford a todo vapor. Segue com a ótima “Niailed To The Gun”, "Life In Black", a faixa título “War Of Words” entre outras. O ponto culminante é a sensacional “Little Crazy”.
É muito raro um álbum com essa proposta se segurar tão bem do começo ao fim, e “War Of Words” consegue isso com certa facilidade, coisa de quem entende do assunto.

Infelizmente o Fight não durou muito. Rob Halford deu declarações controversas, montou um outro projeto um tanto quanto diferente de suas raízes, o 2WO, que acabou levando o nome do vocalista ao descrédito e perda do respeito perante seu público fiel.

Esse disco é muito recomendado aos fãs de heavy metal, pois ali está um trabalho que merecia muito mais destaque que obteve. Vale a pena ouvir de novo!
Veja alguns vídeos:

domingo, 2 de agosto de 2009

Skid Row - Subhuman Race


O Skid Row desfrutava de uma enorme popularidade no início da década de ´90. Seus dois discos de estúdio anteriores foram de enorme sucesso comercial, que proporcionou ao grupo turnês gigantescas ao redor do mundo.

Em 1995, após um período de descanso, o Skid Row lançava seu terceiro álbum. Com a produção do renomado Bob Rock (The Cult,Bon Jovi, Metallica, Motley Crue), a banda lançava “Subhuman Race”.

A evolução do conjunto era fácil de se perceber em todo trabalho, logo na primeira audição.

Subhuman Race conseguia aliar a sujeira das guitarras, o peso da bateria com um resultado surpreendentemente limpo e de bom gosto, nunca visto na banda anteriormente.

Abrindo com “My Enemy”, passando “Firesign”, a punk rock “Bonehead”, a maravilhosa “Beat Yourself Blind” (que Baz dizia ser a sua favorita no álbum todo), a faixa título “Subhuman Race”, a densa “Frozen”, a mais radiofônica “Into Another”, sem faltar a balada que costumou fazer a fama da banda perante ao público menos acostumado ao heavy metal, a bela “Breakin´Down”.

Com um menu desses, qual o motivo desse cd ter sido quase que completamente ignorado?

Eram outros tempos. Aquele início de década que o Skid Row dividia a atenção do mundo do rock pesado com Metallica e Guns N´Roses havia ficado para trás. Pelo resto da década o estilo que o Skid Row fazia, era algo passado e ridicularizado pela nova geração de jovens consumidores de música via MTV.

A mídia especializada nunca foi muito favorável a banda, e aquela queda de popularidade foi um prato cheio para os detratores.

Vivendo essa nova realidade, e tendo que encarar pela primeira vez um trabalho não tão bem sucedido, os problemas internos de relacionamento começaram a aparecer. O vocalista Sebastian deixou o grupo após a turnê de divulgação do álbum. Ele se ajustou bem trabalhando solo chegando a trabalhar como ator em séries de tv, e até peças na Broadway.

O baterista Rob Affuso também deixou o barco. Os que ficaram (Dave Sabo , Scott Hill e Rachel Bolan), recrutaram novos membros e lançam álbuns até hoje, mas bem menos inspirados e sem personalidade que outrora a banda teve.

Lamentável que muito dos fãs do Skid Row não conheçam e dê o valor devido a “Subhuman Race”.

Posso garantir que vale a pena ouvir de novo esse cd!!
Alguns vídeos desse álbum:

domingo, 26 de julho de 2009

Bruce Dickinson - Skunkworks


Estamos na segunda metade da década de 90. O rock/metal sempre mostrando uma nova faceta, se re-inventando, mostrando o porquê do estilo nunca cair no esquecimento, pelo contrário, sempre estando em evidência, seja qual for tendência no momento.

A tendência naquele momento era o chamado rock/metal alternativo. Um som que a princípio era difícil de fazer uma descrição, mas com a popularização das bandas de Seattle, convencionou-se chamar de “Grunge”. Nunca entendi bem qual o real significado desse termo, pois nunca vi semelhança alguma entre seus maiores expoentes, como Pearl Jam, Nirvana, Alice In Chains e Soundgarden.

Nesse cenário, o vocalista Bruce Dickinson lançou seu terceiro e até hoje mais incompreendido trabalho.

Lançado em fevereiro de ´96, Bruce Dickinson foi fundo em mais uma nova aposta em sua carreira solo. Recrutou os músicos que o acompanharam em sua turnê anterior, do álbum Balls To Picasso.

Na parte técnica, o produtor foi o mesmo de algumas bandas que estavam no ápice de suas carreiras no cenário alternativo (Soundgarden, Therapy?, L7, Mudhoney e Nirvana), Jack Endino. Para a belíssima capa, foi recrutado Storm Thorgerson, que trabalhou com artistas históricos como Pink Floyd .

O resultado foi Skunkworks. Um grande disco, o mais ousado de Bruce sem dúvida. Técnicamente ele continua perfeito em sua performance como vocalista, e a banda está a altura de sua categoria. A banda segundo Endino disse em uma entrevista, não conseguia chegar a um acordo com relação ao direcionamento do álbum. Parece que Dickinson não queria correr muitos riscos e fazer algo mais tradicional, mas seus colegas não, queriam algo mais atual, diferente. Apesar de ser sua banda, Bruce não quis atuar como um ditador e a coisa desenvolveu-se pelo lado dos músicos, sempre guiado por Jack Endino que conhecia bem aquele caminho.
O álbum tem ótimas canções e o resultado apesar de controverso para muitos foi muito bom. Canções como Space Race, Back From The Edge, Inertia, Faith e Inside The Machine formam um grande leque de boas músicas. É impossível fazer uma crítica mais severa a essas músicas ouvindo-as com a atenção que elas merecem.
No fim entretanto, parece que até mesmo Bruce Dickinson não ficou muito satisfeito com a recepção do trabalho, dando uma guinada para sua zona de conforto nos álbuns seguintes de sua carreira solo, inclusive recrutando seu velho companheiro de Maiden, o guitarrista Adrian Smith.
Antes de mais nada, vale a pena ouvir Skunkworks livre de qualquer idéia pré-concebida, pois trata-se de um belo disco, ousado e com uma produção soberba.
Formação:
Bruce Dickinson (vocal)
Alex Dickson (guitarra)
Chris Dale (baixo)
Alessandro Elena (bateria)
Alguns sons desse álbum:

sábado, 18 de julho de 2009

Psycho Motel - State Of Mind


Foram anos de bons serviços prestados comandando as guitarras do Iron Maiden, ao lado de Dave Murray, quando em 1995 Adrian Smith lançou seu primeiro álbum solo, após sair da banda liderada por Steve Harris.

Psycho Motel foi o nome dado a nova banda de Adrian Smith, que anteriormente atendia por The Untouchables.

O disco de estréia, State Of Mind, é um apanhado de ótimas canções de hard/heavy, que nada lembram o Maiden.

Com um vocalista com estilo mais hard rock, e com riffs muitas vezes rápidos, outras vezes mais cadenciados, mas com pegada sempre heavy metal, o Pycho Motel fez um excelente trabalho de estréia. Adrian está como sempre soberbo, e rejuvenescido nessa empreitada, livre dos padrões consagrados de sua ex-banda.

O álbum abre com as poderosas Sins Of Your Father e World´s On Fire. E segue com ótimos momentos como a faixa Psycho Motel, Time Is A Hunter e a empolgante City of Lights. Merece destaque ainda a calma Western Shore.

Um dos maiores méritos deste trabalho, é o fato de Adrian não se prender ao seu glorioso passado, e trabalhado com músicos competentes que souberam traduzir bem seu conceito e idéias nessa nova banda.

Existem inúmeros trabalhos que com o passar dos anos continuam atuais, mas esse consegue algo mais difícil ainda, que é soar moderno. Digo isso não somente devido a produção caprichada que State Of Mind teve (pelo próprio Adrian Smith), mas pela sonoridade que se fosse lançado hoje em 2009, ainda pareceria algo inesperado e a frente de seu tempo.

Adrian Smith não teve medo de se arriscar, e teve o pé no chão e bom senso para não querer inventar nada, somente fazer boa música.

Quem não conhece, vale a pena correr atrás, quem já teve a oportunidade de conhecer, vale a pena ouvir de novo.

Vocais : Solli
Guitarras : Adrian Smith
Baixo : Gary Leidermann
Bateria : Mike Sturgis

Cynthia Fleming (Violino - faixa 4)
Vincent Gerrin (Celo - faixas 3 e 4)
Ouça uma faixa no youtube:

domingo, 12 de julho de 2009

The Black Crowes - By Your Side



Essa banda norte-americana de rock caracterizou-se por se enveredar pelo lado "southern" do estilo, rock sulista , com influências do country em suas músicas.
Para alguns, não passa de uma releitura dos britânicos do The Faces, banda liderada por Rod Stewart nos anos 70.
Lógico que os Crowes são muito mais que isso. Quando lançaram o álbum By Your Side , em 1999, a banda já era consagrada, com seus trabalhos anteriores, porém seu álbum de 96, intitulado "Three Snakes And One Charm", foi praticamente ignorado pela grande mídia e público, gerando certa apreensão quanto ao futuro da banda.
Eis que finalmente saí o novo trabalho, o aqui comentado By Your Side. Sem o guitarrista Marc Ford, que comandava as guitarras principais dos outros discos, a curiosidade era maior ainda, quanto a sonoridade desse cd.
Com a produção de Kevin Shirley (Led Zeppelin, Iron Maiden,Aerosmith), e a competência dos irmãos Robinson, By Your Side exala rock and roll por todos seu poros, com classe, elegância e sofisticação . Instrumentos de sopro, vocais de apoio femininos em praticamente todas as faixas, vocais visivelmente alegre de Chris, e com uma banda afiada, destilando riffs inspirados, solos perfeitos e uma cozinha precisa, fizeram desse disco um clássico do final da década de 90. Não há um ponto negativo, ou observação que possa ser feita com relação a esse trabalho do The Black Crowes. Rocks? Estão lá: Go Faster,Kickin´My Heary Around,Horsehead...Baladas classudas: A maravilhosa Only A Fool e Diamond Ring.
Infelizmente esse é mais um trabalho que passou desapercebido do grande público e imprensa especializada, mas aconselho a voce ouvir o mais depressa possível, pois esse disco reflete e representa bem a palavra rock and roll.
Ouça e comente aqui comigo o que achou desse álbum!
Até a próxima!
Alguns vídeos desse álbum:

Apresentação

Olá!!

Nasci em 1975, portanto conheço alguns clássicos do rock apenas por ler, ouvir,ver em vídeo, ou alguma outra forma de mídia, vários clássicos do rock and roll. Todos nós já ouvimos a exaustão álbuns (Graças á Deus!) de bandas como The Rolling Stones, Black Sabbath, The Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, The Doors, Jimmi Hendrix,Deep Purple, entre outros.

Parece que os álbuns definitivos do rock and roll, se resume a épocas longínquoas, e que nada mais de relevante foi críado após esse distante período, que varia entre as décadas de 60 e 70.

Partindo dessa falsa afirmação, concluí-se que não vi nascer nada de importante, com relação a classic rock. Sabemos que é uma inverdade. Posso citar dezenas de bandas (U2, Iron Maiden, Metallica, Guns N´Roses, Motley Crue, Sepultura, Pantera, Megadeth, Oasis, pra citar algumas) que são nomes eternos , e sempre serão, que pude ver nascer, crescer, e muitas vezes morrer.

Meu intuíto com esse blog, não é dissecar sobre clássicos álbuns dessas bandas, eles já são consagrados, tudo já se foi falado sobre eles, e sim de alguns ótimos álbuns, que por algum motivo acabaram ficando no esquecimento, e definitivamente, vale a pena ouvir de novo!!