
O Velvet Revolver já nascia grande em seu debut de 2004. Formado por ex-membros de grandes bandas dos anos 90, o disco de estréia Contraband, vendeu muito bem e encheu estádios com as performances do grupo ao redor do mundo.
Foram três anos de espera até o sucessor de Contraband chegar as mãos dos fãs.
Bem mais equilibardo e com cara de banda de verdade, Libertad mostrava o real poder e capacidade de grandes músicos juntos e focados.
Com uma pegada mais hard rock e arranjos elaborados com mais calma, deu a Libertad uma personalidade própria, e fazendo os mais saudosistas esquecerem as origens dos membros envolvidos na confecção do disco.
O álbum abre com a rápida e direta Let It Roll. Ideal para abertura não só do disco, mais também para o "open act" de shows. She Mine cativava pelo esperto refrão, Get Out The Door lembrava algo do disco anterior, mas com mais tempero.
She Buils A Quick Machine (estranhamente escolhida como primeiro single) dava o recado para os desconfiados que sim, o Velvet Revolver não ia ficar entrando no jogo como se já estivesse ganho, pois essa música é diferente de qualquer outra que o grupo já tenha feito.
A balada Last Fight também não caía no jogo fácil. O grupo se preocupava em não soar igual. Comovente sem ser piegas.
O álbum segue com ós ótimos rocks Pill, Demons & Etc, American Man, Mary Mary e Just Sixteen.
Um improvável cover de ELO (Eletric Light Orchestra), Can´t Get It You Of My Head agrada pela improbabilidade e sutileza executada pela banda na gravação dessa música.
O disco segue sem maiores surpresa até o final, primando pelos arranjos e escolha de repertório corretos, com bons rocks e atitude.
Após menos de um ano de lançamento de Libertad, o vocalista Scott Weiland deixava o grupo. Os membros remanescente ainda não encontaram um substituto para ele nos vocais.
O disco foi pouco promovido pelo grupo.
Vale a pena ouvir de novo Libertdad, e conhecer mais desse disco que sem dúvida está entre os melhores e menos badalados álbuns da década.
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