domingo, 27 de setembro de 2009

Velvet Revolver - Libertad



O Velvet Revolver já nascia grande em seu debut de 2004. Formado por ex-membros de grandes bandas dos anos 90, o disco de estréia Contraband, vendeu muito bem e encheu estádios com as performances do grupo ao redor do mundo.

Foram três anos de espera até o sucessor de Contraband chegar as mãos dos fãs.

Bem mais equilibardo e com cara de banda de verdade, Libertad mostrava o real poder e capacidade de grandes músicos juntos e focados.

Com uma pegada mais hard rock e arranjos elaborados com mais calma, deu a Libertad uma personalidade própria, e fazendo os mais saudosistas esquecerem as origens dos membros envolvidos na confecção do disco.

O álbum abre com a rápida e direta Let It Roll. Ideal para abertura não só do disco, mais também para o "open act" de shows. She Mine cativava pelo esperto refrão, Get Out The Door lembrava algo do disco anterior, mas com mais tempero.

She Buils A Quick Machine (estranhamente escolhida como primeiro single) dava o recado para os desconfiados que sim, o Velvet Revolver não ia ficar entrando no jogo como se já estivesse ganho, pois essa música é diferente de qualquer outra que o grupo já tenha feito.

A balada Last Fight também não caía no jogo fácil. O grupo se preocupava em não soar igual. Comovente sem ser piegas.

O álbum segue com ós ótimos rocks Pill, Demons & Etc, American Man, Mary Mary e Just Sixteen.

Um improvável cover de ELO (Eletric Light Orchestra), Can´t Get It You Of My Head agrada pela improbabilidade e sutileza executada pela banda na gravação dessa música.

O disco segue sem maiores surpresa até o final, primando pelos arranjos e escolha de repertório corretos, com bons rocks e atitude.

Após menos de um ano de lançamento de Libertad, o vocalista Scott Weiland deixava o grupo. Os membros remanescente ainda não encontaram um substituto para ele nos vocais.

O disco foi pouco promovido pelo grupo.

Vale a pena ouvir de novo Libertdad, e conhecer mais desse disco que sem dúvida está entre os melhores e menos badalados álbuns da década.

Confira no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=k7QnPuXhfUU

domingo, 13 de setembro de 2009

The White Stripes - Elephant


Lançado em 1º de Abril de 2003, o álbum Elephant colocou definitivamente o nome do White Stripes entre os grandes nomes do novo milénio.


Com uma formação nada usual, somente com dois membros (Jack White (vocal/guitarra) e Meg White bateria/vocal) em cima do palco, o White Stripes mostrava uma força e técnica que impressionou o mundo com Elephant.


O interesante, é que Elephant já é o quarto álbum da dupla. Nos anteriores, conseguiram certo reconhecimento e geraram curiosidade, mas com esse disco veio a consagração e respeito por parte da crítica, mídia e público.


Um som sujo de banda de garagem, com influências de blues pode ser a definição do som do White Stripes.


Elephat abre com Seven Nation Army, uma música com um riff atordoante e pegajoso, característica que acabou sendo a principal da banda. Jack White consegue aliar sua fúria como cantor e boa técnica como guitarrista num resultado único. Meg White toca numa simplicidade e aparente desleixo que acabam funcionando perfeitamente.


A quarta faixa é I Just Don´t Don´t Know What Do With Myself. É um cover de Burt Bacharah (!). Aliás, o vídeo promocional dessa música é estrelado pela modelo Kate Moss e dirigido por Sofia Coppola. Artisticamente é de uma beleza sem precedentes, levada em consideração o conceito tanto da música, quanto do vídeo em si.


Meg White assume os vocais de In The Cold, Cold Night com elegância inesperada.


O álbum segue com as ótimas I Want The Boy To Warm Your Mother´s Heart e You´ve Got Her In Your Pocket, que remetem a bons momentos de baladas dos Rolling Stones nos anos ´70.


Ball And Biscuit ilustra bem o espírito garageiro com pegada de blueseira do White Stripes. O álbum segue com The Hardest Button To Button, uma música que já nascia um hit.


De Hypnotise à Girl, You Have No Faith In Medicine reinam a anarquia sem cair no mal gosto e barulho que a primeira impressão poderiam sugerir.


Elephant fecha com a doce e folk It´s True That We Love One Another, uma música que a dupla tenta explicar qual é do relacionamento entre eles.


Comecei minha lista com esse disco que considero um dos melhores dessa década.


Veja alguns (ótimos) vídeos de Elephant, e até a próxima!










Fim de temporada


Está chegando mais um fim de década.


Vou colocar em destaque agora, alguns discos que fizeram esses último anos valerem a pena.


Vale a pena ouvir de novo!!

domingo, 6 de setembro de 2009

The Cult - Born In To This



Os ingleses do The Cult desde a segunda metade da década de ´90, se reúnem e se separam com certa frequência que é difícil sempre ser preciso com datas , períodos e formações.
O fato é que em 2007 a banda lançava o esperado álbum Born In To This.
Na formação desse trabalho estavam os membros fundadores e onipresentes Ian Astbury (Vocal), Billy Duffy (guitarra), Chris Wise (Baixo), John Tempesta (Bateria) e Mike Dimkitch (na guitarra em apresentações ao vivo).
A banda vinha se apresentando com essa formação desde 2006, mas na ocasião, ainda não apresentava as futuras novas músicas, o que gerava certa aflição nos fãs.
Até o momento nada de video clips promocionais, o que infelizmente em momento algum chegou a acontecer.
O The Cult parecia não estar preocupado em angariar novos fãs, pois entrevistas comerciais, ou alguma outra maneira de divulgar o novo disco nunca foi utilizado pelo conjunto.
Esses fatos somados chega-se ao resultado de quase nenhum conhecimento por parte do grande público a esse grande disco.
Será que os membros e proprietários do The Cult (Ian Astbury e Billy Duffy) não acreditavam no potencial do trabalho? Ou seria na verdade a total falta de crença no formato (disco físico)? Recentemente em uma declaração, Ian disse que não pretende mais lançar cd´s. Se isso é verdade, só o tempo dirá.
Mas e o disco é bom?
A resposta é sim!
Com uma sonoridade e "approach" totalmente diferentes do álbum anterior (Beyond Good And Evil - 2001), Born In To This remetia o ouvinte ao rock básico, e claro, as referências óbvias que o grupo sempre deixou claro (AC/DC, Rolling Stones e Led Zeppelin).
O disco abre com a faixa que dá nome ao disco. Uma levada de baixo empolgante dá a introdução, levada por riffs e vocais sempre precisos. As faixas seguintes como Citizens, Diamonds e Dirty Little Rockstar seguem sem maiores surpresas, rocks vigorosos e classudos. Assim segue-se até o final com a potente Sound Of Destruction.
Mas o que torna Born In To This tão importante que valha a pena ouvir de novo?
O simples fato de ser um autêntico disco de rock and roll feito por adultos que conhecem do assunto. Isso é muito raro nos tempos atuais. Talvez o Deep Purple seja ainda um outro grupo com esse potencial.
É lamentável o tempo de duração total do álbum (pouco mais de 40 min.), e a capa de gosto duvidoso.
Veja algumas performances do grupo em faixas desse álbum: