domingo, 26 de julho de 2009

Bruce Dickinson - Skunkworks


Estamos na segunda metade da década de 90. O rock/metal sempre mostrando uma nova faceta, se re-inventando, mostrando o porquê do estilo nunca cair no esquecimento, pelo contrário, sempre estando em evidência, seja qual for tendência no momento.

A tendência naquele momento era o chamado rock/metal alternativo. Um som que a princípio era difícil de fazer uma descrição, mas com a popularização das bandas de Seattle, convencionou-se chamar de “Grunge”. Nunca entendi bem qual o real significado desse termo, pois nunca vi semelhança alguma entre seus maiores expoentes, como Pearl Jam, Nirvana, Alice In Chains e Soundgarden.

Nesse cenário, o vocalista Bruce Dickinson lançou seu terceiro e até hoje mais incompreendido trabalho.

Lançado em fevereiro de ´96, Bruce Dickinson foi fundo em mais uma nova aposta em sua carreira solo. Recrutou os músicos que o acompanharam em sua turnê anterior, do álbum Balls To Picasso.

Na parte técnica, o produtor foi o mesmo de algumas bandas que estavam no ápice de suas carreiras no cenário alternativo (Soundgarden, Therapy?, L7, Mudhoney e Nirvana), Jack Endino. Para a belíssima capa, foi recrutado Storm Thorgerson, que trabalhou com artistas históricos como Pink Floyd .

O resultado foi Skunkworks. Um grande disco, o mais ousado de Bruce sem dúvida. Técnicamente ele continua perfeito em sua performance como vocalista, e a banda está a altura de sua categoria. A banda segundo Endino disse em uma entrevista, não conseguia chegar a um acordo com relação ao direcionamento do álbum. Parece que Dickinson não queria correr muitos riscos e fazer algo mais tradicional, mas seus colegas não, queriam algo mais atual, diferente. Apesar de ser sua banda, Bruce não quis atuar como um ditador e a coisa desenvolveu-se pelo lado dos músicos, sempre guiado por Jack Endino que conhecia bem aquele caminho.
O álbum tem ótimas canções e o resultado apesar de controverso para muitos foi muito bom. Canções como Space Race, Back From The Edge, Inertia, Faith e Inside The Machine formam um grande leque de boas músicas. É impossível fazer uma crítica mais severa a essas músicas ouvindo-as com a atenção que elas merecem.
No fim entretanto, parece que até mesmo Bruce Dickinson não ficou muito satisfeito com a recepção do trabalho, dando uma guinada para sua zona de conforto nos álbuns seguintes de sua carreira solo, inclusive recrutando seu velho companheiro de Maiden, o guitarrista Adrian Smith.
Antes de mais nada, vale a pena ouvir Skunkworks livre de qualquer idéia pré-concebida, pois trata-se de um belo disco, ousado e com uma produção soberba.
Formação:
Bruce Dickinson (vocal)
Alex Dickson (guitarra)
Chris Dale (baixo)
Alessandro Elena (bateria)
Alguns sons desse álbum:

sábado, 18 de julho de 2009

Psycho Motel - State Of Mind


Foram anos de bons serviços prestados comandando as guitarras do Iron Maiden, ao lado de Dave Murray, quando em 1995 Adrian Smith lançou seu primeiro álbum solo, após sair da banda liderada por Steve Harris.

Psycho Motel foi o nome dado a nova banda de Adrian Smith, que anteriormente atendia por The Untouchables.

O disco de estréia, State Of Mind, é um apanhado de ótimas canções de hard/heavy, que nada lembram o Maiden.

Com um vocalista com estilo mais hard rock, e com riffs muitas vezes rápidos, outras vezes mais cadenciados, mas com pegada sempre heavy metal, o Pycho Motel fez um excelente trabalho de estréia. Adrian está como sempre soberbo, e rejuvenescido nessa empreitada, livre dos padrões consagrados de sua ex-banda.

O álbum abre com as poderosas Sins Of Your Father e World´s On Fire. E segue com ótimos momentos como a faixa Psycho Motel, Time Is A Hunter e a empolgante City of Lights. Merece destaque ainda a calma Western Shore.

Um dos maiores méritos deste trabalho, é o fato de Adrian não se prender ao seu glorioso passado, e trabalhado com músicos competentes que souberam traduzir bem seu conceito e idéias nessa nova banda.

Existem inúmeros trabalhos que com o passar dos anos continuam atuais, mas esse consegue algo mais difícil ainda, que é soar moderno. Digo isso não somente devido a produção caprichada que State Of Mind teve (pelo próprio Adrian Smith), mas pela sonoridade que se fosse lançado hoje em 2009, ainda pareceria algo inesperado e a frente de seu tempo.

Adrian Smith não teve medo de se arriscar, e teve o pé no chão e bom senso para não querer inventar nada, somente fazer boa música.

Quem não conhece, vale a pena correr atrás, quem já teve a oportunidade de conhecer, vale a pena ouvir de novo.

Vocais : Solli
Guitarras : Adrian Smith
Baixo : Gary Leidermann
Bateria : Mike Sturgis

Cynthia Fleming (Violino - faixa 4)
Vincent Gerrin (Celo - faixas 3 e 4)
Ouça uma faixa no youtube:

domingo, 12 de julho de 2009

The Black Crowes - By Your Side



Essa banda norte-americana de rock caracterizou-se por se enveredar pelo lado "southern" do estilo, rock sulista , com influências do country em suas músicas.
Para alguns, não passa de uma releitura dos britânicos do The Faces, banda liderada por Rod Stewart nos anos 70.
Lógico que os Crowes são muito mais que isso. Quando lançaram o álbum By Your Side , em 1999, a banda já era consagrada, com seus trabalhos anteriores, porém seu álbum de 96, intitulado "Three Snakes And One Charm", foi praticamente ignorado pela grande mídia e público, gerando certa apreensão quanto ao futuro da banda.
Eis que finalmente saí o novo trabalho, o aqui comentado By Your Side. Sem o guitarrista Marc Ford, que comandava as guitarras principais dos outros discos, a curiosidade era maior ainda, quanto a sonoridade desse cd.
Com a produção de Kevin Shirley (Led Zeppelin, Iron Maiden,Aerosmith), e a competência dos irmãos Robinson, By Your Side exala rock and roll por todos seu poros, com classe, elegância e sofisticação . Instrumentos de sopro, vocais de apoio femininos em praticamente todas as faixas, vocais visivelmente alegre de Chris, e com uma banda afiada, destilando riffs inspirados, solos perfeitos e uma cozinha precisa, fizeram desse disco um clássico do final da década de 90. Não há um ponto negativo, ou observação que possa ser feita com relação a esse trabalho do The Black Crowes. Rocks? Estão lá: Go Faster,Kickin´My Heary Around,Horsehead...Baladas classudas: A maravilhosa Only A Fool e Diamond Ring.
Infelizmente esse é mais um trabalho que passou desapercebido do grande público e imprensa especializada, mas aconselho a voce ouvir o mais depressa possível, pois esse disco reflete e representa bem a palavra rock and roll.
Ouça e comente aqui comigo o que achou desse álbum!
Até a próxima!
Alguns vídeos desse álbum:

Apresentação

Olá!!

Nasci em 1975, portanto conheço alguns clássicos do rock apenas por ler, ouvir,ver em vídeo, ou alguma outra forma de mídia, vários clássicos do rock and roll. Todos nós já ouvimos a exaustão álbuns (Graças á Deus!) de bandas como The Rolling Stones, Black Sabbath, The Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, The Doors, Jimmi Hendrix,Deep Purple, entre outros.

Parece que os álbuns definitivos do rock and roll, se resume a épocas longínquoas, e que nada mais de relevante foi críado após esse distante período, que varia entre as décadas de 60 e 70.

Partindo dessa falsa afirmação, concluí-se que não vi nascer nada de importante, com relação a classic rock. Sabemos que é uma inverdade. Posso citar dezenas de bandas (U2, Iron Maiden, Metallica, Guns N´Roses, Motley Crue, Sepultura, Pantera, Megadeth, Oasis, pra citar algumas) que são nomes eternos , e sempre serão, que pude ver nascer, crescer, e muitas vezes morrer.

Meu intuíto com esse blog, não é dissecar sobre clássicos álbuns dessas bandas, eles já são consagrados, tudo já se foi falado sobre eles, e sim de alguns ótimos álbuns, que por algum motivo acabaram ficando no esquecimento, e definitivamente, vale a pena ouvir de novo!!