Uma das mais gratas revelações dessa década foi a banda australiana Wolfmother.Um power trio que na época do lançamento desse disco era formado por Andrew Stockdale (voz/guitarra), Chriss Ross (baixo e teclados) e Myles Heskett (bateria).
O vocalista e guitarrista Andrew S. despejava riffs "Sabbathicos" e seu timbre de voz tinha uma certa semelhança com o de Ozzy Osbourne.
Mas o som de seu Wolfmother não era uma simples cópia da banda inglesa de Tonny Iommi. As influências no geral era o heavy rock dos anos ´70.
O álbum Wolfmother foi lançado em 2006, com a produção de D. Sardy (Jet ).
A primeira faixa do álbum é Dimension. Um ótimo cartão de visitas, com todos os ingredientes das influências setentistas do grupo contidas nela.
White Unicorn é mais cadenciada com alguns elementos de psicodelia.
A terceira faixa ( e melhor em minha opinião ) é Woman. Um heavy rock rápido e pesado, com direito a um teclado muito bem sacado e executado por Chris Ross. Essa música rendeu um Grammy ao grupo em 2007, como melhor performance de hard rock.
O clima volta ficar com um ar mais progressivo com Where Eagles Have Been. Climática e com um belo solo.
Em Apple Tree o punk rock dá a introdução ao som, mas em seguida uma levada mais rítmada dá uma cadencia a música.
O álbum segue com Joker And The Thief. Riffs e teclados conduzem a esperta música.
Na música Colossal o grupo mostra uma faceta ainda inédita no disco. Uma composição mais densa com um clima de suspense compõem o repertório dessa música. Assim como a seguinte Mind´s Eye.
Na nona faixa, Pyramid o conjunto surpreende o ouvinte com uma introdução diferente das demais, mas a música não chega a diferenciar da proposta do som do grupo .
Já em Witchcraft o ouvinte mais atento pode perceber um leve toque de Jethro Tull na composição total da música. Um pequeno solo de flauta dá um brilho a mais no som do Wolfmother.
O disco vai caminhando para o final com a arrastada Tales.
Ainda há tempo para a suingada Love Train. Na introdução aparece elementos de música latina. Um ótimo rock, que consegue mostrar o leque de criatividade da banda.
Chegamos ao final do álbum com Vagabond. Um som semi-acústico com cara de conto. Improvável e agradável.
Hoje não estão mais na banda Chis Ross e Myles H.
Agora em 2009 o Wolfmother lançou Cosmic Egg com Ian Perez (baixo, teclado e vocais de apoio) e Aidan Nemeth (bateria), substituindo os ex-membros.
Vale a pena ouvir de novo o trabalho de estréia desses australianos que nos mostraram que ainda é possívem fazer um ótimo som com influências de décadas passadas e ainda sim ser relevante para a música.
Assista esses vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=t9C8TIVUHec
http://www.youtube.com/watch?v=PoDHaYVv23K

