domingo, 22 de novembro de 2009

Wolfmother - Wolfmother

Uma das mais gratas revelações dessa década foi a banda australiana Wolfmother.

Um power trio que na época do lançamento desse disco era formado por Andrew Stockdale (voz/guitarra), Chriss Ross (baixo e teclados) e Myles Heskett (bateria).

O vocalista e guitarrista Andrew S. despejava riffs "Sabbathicos" e seu timbre de voz tinha uma certa semelhança com o de Ozzy Osbourne.

Mas o som de seu Wolfmother não era uma simples cópia da banda inglesa de Tonny Iommi. As influências no geral era o heavy rock dos anos ´70.

O álbum Wolfmother foi lançado em 2006, com a produção de D. Sardy (Jet ).

A primeira faixa do álbum é Dimension. Um ótimo cartão de visitas, com todos os ingredientes das influências setentistas do grupo contidas nela.

White Unicorn é mais cadenciada com alguns elementos de psicodelia.

A terceira faixa ( e melhor em minha opinião ) é Woman. Um heavy rock rápido e pesado, com direito a um teclado muito bem sacado e executado por Chris Ross. Essa música rendeu um Grammy ao grupo em 2007, como melhor performance de hard rock.

O clima volta ficar com um ar mais progressivo com Where Eagles Have Been. Climática e com um belo solo.

Em Apple Tree o punk rock dá a introdução ao som, mas em seguida uma levada mais rítmada dá uma cadencia a música.

O álbum segue com Joker And The Thief. Riffs e teclados conduzem a esperta música.

Na música Colossal o grupo mostra uma faceta ainda inédita no disco. Uma composição mais densa com um clima de suspense compõem o repertório dessa música. Assim como a seguinte Mind´s Eye.

Na nona faixa, Pyramid o conjunto surpreende o ouvinte com uma introdução diferente das demais, mas a música não chega a diferenciar da proposta do som do grupo .

Já em Witchcraft o ouvinte mais atento pode perceber um leve toque de Jethro Tull na composição total da música. Um pequeno solo de flauta dá um brilho a mais no som do Wolfmother.

O disco vai caminhando para o final com a arrastada Tales.

Ainda há tempo para a suingada Love Train. Na introdução aparece elementos de música latina. Um ótimo rock, que consegue mostrar o leque de criatividade da banda.

Chegamos ao final do álbum com Vagabond. Um som semi-acústico com cara de conto. Improvável e agradável.

Hoje não estão mais na banda Chis Ross e Myles H.

Agora em 2009 o Wolfmother lançou Cosmic Egg com Ian Perez (baixo, teclado e vocais de apoio) e Aidan Nemeth (bateria), substituindo os ex-membros.

Vale a pena ouvir de novo o trabalho de estréia desses australianos que nos mostraram que ainda é possívem fazer um ótimo som com influências de décadas passadas e ainda sim ser relevante para a música.

Assista esses vídeos:


http://www.youtube.com/watch?v=t9C8TIVUHec

http://www.youtube.com/watch?v=PoDHaYVv23K





domingo, 1 de novembro de 2009

Green Day - American Idiot

O Green Day apareceu para o grande público em ´94, com o lançamento do ótimo disco Dookie e apresentações em grandes espaços, como o Woodstok ll, naquele mesmo ano.

Com um punk rock despojado e muitas vezes beirando o engraçadinho, a banda muitas vezes não era levada a sério. O grupo ainda lançou bons discos nos anos seguintes, mas nada que chegasse perto do estrondoso sucesso de Dookie e grande representatividade no mercado.

Exatamente dez anos após do álbum que catapultou o Gren Day para o estrelato, saía o cd American Idiot.

Um projeto ambicioso, concebido como uma rock ópera, dividida em várias partes e com levadas rítmicas fortes e diversas. O tema principal era a apatia da sociedade americana perante a vários fatos de seu cotidiano e realidade, como por exemplo a invasão no Iraque, e a posição do governo Bush na condução da nação.

American Idiot prima pela riqueza de arranjos e melodias, e com o Green Day afíado como conjunto. Os componentes Billie Joe Armstrong (guitarras, violão, vocais), Mike Dirnt (baixo) e Tré Cool (bateria) sempre foram bons músicos, mas a aparente falta de pretensão e temas muitas vezes non sense não demonstravam claramente quão técnicos eram .

O álbum abre com o hit certeiro homônimo. Punk rock direto, curto e matador. Na segunda faixa, Jesus Of Suburbia, era a deixa clara que o Green Day não estava ali para brincadeira. Com seus 9:12 min. e dividida em cinco partes (Jesus Of Suburbia, City of the Damned/I Don't Care/Dearly Beloved/Tales of Another Broken Home) narra uma angustiante história que foi ilustrada com um belíssimo video clip.

Nas faixas seguintes (Holiday e Boulevard Of Broken Dreams) mais bons rocks com certa sofisticação.

O álbum corre com ótimos punk rocks (Are You Waiting e St. Jimmy). Give Me Novocaine dá uma quebrada no rítmo. She´s A Rebel , Extraordinary Girl e Letter Bomb empolgam o ouvinte no melhor estilo Green Day.

O clima volta a ficar sério com Wake Me Up When September Ends. Mais uma narrativa reflexiva sobre a juventude e seus dilemas. Com belos arranjos e melodia perfeitas, o Green Day mostrava mais uma vez classe acima da média quando resolvia mostrar uma faceta muitas vezes desconhecida pelo grande público.

A 12ª faixa é Homecoming (também dividida em pequenas partes - The Death Of St. Jimmy, East 12th St., Nobody Likes You, Rock and Roll Girlfriend e We´re Coming Home Again) é outra mini ópera rock muito produtiva e funcional.

O álbum fecha com a pop Whatsername. Estranhamente o disco tem seu epitáfio com uma música que foge a levada carismática, empolgante e grandiosa de American Idiot.

O álbum American Idiot do Green Day levou o Grammy de melhor álbum de rock .

Sem dúvida American Idiot foi um marco nessa década de ´00. Vale a pena ouvir de novo, e de novo, e de novo!!

Assista alguns vídeos retirados desse trabalho:

http://www.youtube.com/watch?v=e69cNb5z7FE

http://www.youtube.com/watch?v=WZ0CGHwoo6M

domingo, 11 de outubro de 2009

Audioslave - Out Of Exile

Uma das características que serão lembradas nos anos ´00, será a de formação de super grupos.

O primeiro deles foi o Audioslave, em 2002. Formado por ex-membros do Rage Against The Machine e o vocalista Chris Cornell (ex- Soudgarden), a banda lançava seu aguardado e ótimo disco de estréia no fim daquele ano mesmo.

Em 2005 saía o sucessor, chamado Out Of Exile.

Era de se pensar que seria difícil superar a qualidade apresentada no debut que levava o nome da banda.

Mas Out Of Exile conseguiu superar qualquer previsão com relação a isso.

A banda em si já era competente, e com a ajuda dos experientes e renomados produtores Rick Rubin (que já havia trabalhado com o grupo anteriormente) e Brendan O´Brien, o time dos sonhos estava montado.

A música de abertura já abre com um riff característico e marcante de Tom Morello. Your Time Has Come era o cartão de visita forte e atordoante. Chris Cornell (um doa melhores vocalistas de seu tempo, não tenho dúvidas em afirmar isso) em ótima forma garante o andamento da música.

A faixa título também não decepciona. Em seguida o primeiro single retirado do disco, Be Yourself. Belíssima, com passagens calmas e refrão poderoso que em muito lembrava a música Like A Stone, do disco anterior do conjunto.

A quarta música considero a melhor e mais completa música desse trabalho. Doesn´t Remind Me tinha todos os ingredientes de uma música perfeita que um grupo como o Audioslave poderia oferecer ao ouvinte. Todos os membros brilham nessa melodia . Riffs, solo e vocais alíados numa melodia que contagiava desde a introdução.

Drown Me Slowly é outro rock direto. Heaven´s Dead é a parte mais reflexiva do disco. The Worm e Man Or Animal segue a receita de riff e vocais poderosos .

A décima faixa, Yesterday To Tomorrow o mometo calmaria dá o tom. Já a seguinte é a cativante e empolgante Dandelion. Um rock que acerta o ouvinte em cheio. Seria um excelente single.

Out Of Exile vai chegando ao fim com a melancólica #1 Zero e com a faixa de encerramento The Curse (linda!) com o ar de verdadeiro adeus.

O Audioslave ainda lançou outro disco em 2006 antes de encerrar suas atividades no início de 2007.

Sem dúvida um trabalho que chegou muito perto da pefeição, e que vale a pena ouvir de novo.

Um detalhe que não pode passar em branco, está no encarte do cd, nos créditos e dados técnicos do trabalho. Lá tem uma nota dizendo "Todas as músicas feitas por guitarra, baixo, bateria e vocais".


Formação desse e de todos os trabalhos do Audioslave:

Chris Cornell (vocais);
Tom Morello (Guitarra);
Tim Commerford (Baixo);
Brad Wilk (Bateria).

Confira no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=zOMSB7s15C8

http://www.youtube.com/watch?v=JdCfcjmxouo

domingo, 27 de setembro de 2009

Velvet Revolver - Libertad



O Velvet Revolver já nascia grande em seu debut de 2004. Formado por ex-membros de grandes bandas dos anos 90, o disco de estréia Contraband, vendeu muito bem e encheu estádios com as performances do grupo ao redor do mundo.

Foram três anos de espera até o sucessor de Contraband chegar as mãos dos fãs.

Bem mais equilibardo e com cara de banda de verdade, Libertad mostrava o real poder e capacidade de grandes músicos juntos e focados.

Com uma pegada mais hard rock e arranjos elaborados com mais calma, deu a Libertad uma personalidade própria, e fazendo os mais saudosistas esquecerem as origens dos membros envolvidos na confecção do disco.

O álbum abre com a rápida e direta Let It Roll. Ideal para abertura não só do disco, mais também para o "open act" de shows. She Mine cativava pelo esperto refrão, Get Out The Door lembrava algo do disco anterior, mas com mais tempero.

She Buils A Quick Machine (estranhamente escolhida como primeiro single) dava o recado para os desconfiados que sim, o Velvet Revolver não ia ficar entrando no jogo como se já estivesse ganho, pois essa música é diferente de qualquer outra que o grupo já tenha feito.

A balada Last Fight também não caía no jogo fácil. O grupo se preocupava em não soar igual. Comovente sem ser piegas.

O álbum segue com ós ótimos rocks Pill, Demons & Etc, American Man, Mary Mary e Just Sixteen.

Um improvável cover de ELO (Eletric Light Orchestra), Can´t Get It You Of My Head agrada pela improbabilidade e sutileza executada pela banda na gravação dessa música.

O disco segue sem maiores surpresa até o final, primando pelos arranjos e escolha de repertório corretos, com bons rocks e atitude.

Após menos de um ano de lançamento de Libertad, o vocalista Scott Weiland deixava o grupo. Os membros remanescente ainda não encontaram um substituto para ele nos vocais.

O disco foi pouco promovido pelo grupo.

Vale a pena ouvir de novo Libertdad, e conhecer mais desse disco que sem dúvida está entre os melhores e menos badalados álbuns da década.

Confira no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=k7QnPuXhfUU

domingo, 13 de setembro de 2009

The White Stripes - Elephant


Lançado em 1º de Abril de 2003, o álbum Elephant colocou definitivamente o nome do White Stripes entre os grandes nomes do novo milénio.


Com uma formação nada usual, somente com dois membros (Jack White (vocal/guitarra) e Meg White bateria/vocal) em cima do palco, o White Stripes mostrava uma força e técnica que impressionou o mundo com Elephant.


O interesante, é que Elephant já é o quarto álbum da dupla. Nos anteriores, conseguiram certo reconhecimento e geraram curiosidade, mas com esse disco veio a consagração e respeito por parte da crítica, mídia e público.


Um som sujo de banda de garagem, com influências de blues pode ser a definição do som do White Stripes.


Elephat abre com Seven Nation Army, uma música com um riff atordoante e pegajoso, característica que acabou sendo a principal da banda. Jack White consegue aliar sua fúria como cantor e boa técnica como guitarrista num resultado único. Meg White toca numa simplicidade e aparente desleixo que acabam funcionando perfeitamente.


A quarta faixa é I Just Don´t Don´t Know What Do With Myself. É um cover de Burt Bacharah (!). Aliás, o vídeo promocional dessa música é estrelado pela modelo Kate Moss e dirigido por Sofia Coppola. Artisticamente é de uma beleza sem precedentes, levada em consideração o conceito tanto da música, quanto do vídeo em si.


Meg White assume os vocais de In The Cold, Cold Night com elegância inesperada.


O álbum segue com as ótimas I Want The Boy To Warm Your Mother´s Heart e You´ve Got Her In Your Pocket, que remetem a bons momentos de baladas dos Rolling Stones nos anos ´70.


Ball And Biscuit ilustra bem o espírito garageiro com pegada de blueseira do White Stripes. O álbum segue com The Hardest Button To Button, uma música que já nascia um hit.


De Hypnotise à Girl, You Have No Faith In Medicine reinam a anarquia sem cair no mal gosto e barulho que a primeira impressão poderiam sugerir.


Elephant fecha com a doce e folk It´s True That We Love One Another, uma música que a dupla tenta explicar qual é do relacionamento entre eles.


Comecei minha lista com esse disco que considero um dos melhores dessa década.


Veja alguns (ótimos) vídeos de Elephant, e até a próxima!










Fim de temporada


Está chegando mais um fim de década.


Vou colocar em destaque agora, alguns discos que fizeram esses último anos valerem a pena.


Vale a pena ouvir de novo!!

domingo, 6 de setembro de 2009

The Cult - Born In To This



Os ingleses do The Cult desde a segunda metade da década de ´90, se reúnem e se separam com certa frequência que é difícil sempre ser preciso com datas , períodos e formações.
O fato é que em 2007 a banda lançava o esperado álbum Born In To This.
Na formação desse trabalho estavam os membros fundadores e onipresentes Ian Astbury (Vocal), Billy Duffy (guitarra), Chris Wise (Baixo), John Tempesta (Bateria) e Mike Dimkitch (na guitarra em apresentações ao vivo).
A banda vinha se apresentando com essa formação desde 2006, mas na ocasião, ainda não apresentava as futuras novas músicas, o que gerava certa aflição nos fãs.
Até o momento nada de video clips promocionais, o que infelizmente em momento algum chegou a acontecer.
O The Cult parecia não estar preocupado em angariar novos fãs, pois entrevistas comerciais, ou alguma outra maneira de divulgar o novo disco nunca foi utilizado pelo conjunto.
Esses fatos somados chega-se ao resultado de quase nenhum conhecimento por parte do grande público a esse grande disco.
Será que os membros e proprietários do The Cult (Ian Astbury e Billy Duffy) não acreditavam no potencial do trabalho? Ou seria na verdade a total falta de crença no formato (disco físico)? Recentemente em uma declaração, Ian disse que não pretende mais lançar cd´s. Se isso é verdade, só o tempo dirá.
Mas e o disco é bom?
A resposta é sim!
Com uma sonoridade e "approach" totalmente diferentes do álbum anterior (Beyond Good And Evil - 2001), Born In To This remetia o ouvinte ao rock básico, e claro, as referências óbvias que o grupo sempre deixou claro (AC/DC, Rolling Stones e Led Zeppelin).
O disco abre com a faixa que dá nome ao disco. Uma levada de baixo empolgante dá a introdução, levada por riffs e vocais sempre precisos. As faixas seguintes como Citizens, Diamonds e Dirty Little Rockstar seguem sem maiores surpresas, rocks vigorosos e classudos. Assim segue-se até o final com a potente Sound Of Destruction.
Mas o que torna Born In To This tão importante que valha a pena ouvir de novo?
O simples fato de ser um autêntico disco de rock and roll feito por adultos que conhecem do assunto. Isso é muito raro nos tempos atuais. Talvez o Deep Purple seja ainda um outro grupo com esse potencial.
É lamentável o tempo de duração total do álbum (pouco mais de 40 min.), e a capa de gosto duvidoso.
Veja algumas performances do grupo em faixas desse álbum: